Voluntariado ganha força
Na ONG Noolhar, jovens paraenses ajudam a colocar em prática planos de educação e preservação ambiental
Segundo definição das Nações Unidas, o voluntário é o jovem ou o adulto que devido ao seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, seja de bem estar social ou de outra natureza. Ele é um agente de transformação que presta serviços em benefício da comunidade, doando conhecimentos para atender às necessidades do próximo. É nesta série de características que atualmente se encaixam vários jovens, como os que atuam em trabalhos organizados e promovidos pela organização não governamental (ONG) Noolhar.
O Grupo de Ação pelo Desenvolvimento (Gade) é outro bom exemplo de voluntariado. Ele foi criado nos corredores de uma universidade por jovens com vontade de fazer a diferença e de promover aulas de educação e cidadania em colégios públicos.
“Com o tempo surgiu a parceria com o programa de voluntários da ONU. A partir daí fomos tendo a oportunidade de trabalhar com os Objetivos do Milênio. Acabamos ampliando os nossos trabalhos e chegando em escolas, universidades e agora em empresas”, conta o coordenador do Gade, William Rocha, de apenas 21 anos.
Os integrantes do Gade firmaram parceria com a ONG Noolhar e hoje realizam várias atividades em defesa do meio ambiente. O movimento “Levante-se e faça a sua parte! Porque juntos, nós podemos!”, que promove os oito Objetivos do Milênio, foi o último evento realizado a partir desta parceria e recebeu no último dia 19, na Praça da República, cerca de 3.000 pessoas.
Para Patrícia Gonçalves, coordenadora da Noolhar, somente por meio da união de forças veremos alguma mudança em nossa região. “Os voluntários têm paixão em tudo que fazem e isso é uma arma poderosa”, afirma.
Manaus - Em Manaus, a ONG Noolhar é representada pelos voluntários Michel Malcher e Saulo Pereira. Para Saulo, as características mais marcantes e admiradas de um voluntário são a força de vontade e a humildade. Já para Michel Malcher, ser voluntário, em especial da Noolhar, é representar de forma simbólica toda a juventude amazônica engajada na preservação e conservação ambiental. “A Noolhar tem lutado dia a dia para levar a educação ambiental aos mais variados públicos, sejam eles de crianças, jovens, adultos ou idosos, das comunidades carentes às escolas de classe média”, afirma.
Michel Malcher destaca ainda que algumas ações estão previstas ainda para este ano em Manaus, principalmente uma ação para o Dia Internacional do Voluntariado, em novembro. Ele afirma que em 2011 será elaborada uma agenda de ações somente para Manaus, com coordenação do voluntariado de lá. “O jovem de Manaus sempre está focado nas questões ambientais e queremos fazer muito pela nossa região amazônica”, completa Michel.
Você também pode contribuir sendo voluntário na sua comunidade. Siga o Twitter da @ongnoolhar.
Engajamento contribui para a profissão
Emerson Nascimento tem apenas 22 anos e é graduado em Tecnologia de Gestão de Sistemas de Informação. Ele conheceu a ONG Noolhar durante a Feira Pan-Amazônica do Livro deste ano, nos trabalhos realizados no estande do jornal O LIBERAL, onde trabalha. Hoje, ele atua como analista de mídias sociais da ONG e coordena o setor de marketing em um trabalho voluntário. Emerson conta que decidiu desenvolver trabalho voluntário na Noolhar pela necessidade de conhecer práticas ambientais. “É algo que eu queria unir ao trabalho que sou formado”, diz.
A oportunidade de conhecer outras pessoas na área e ajudar nos trabalhos da ONG foram outros motivos que fizeram com que Emerson se tornasse um voluntário. Ele vai até o escritório da Noolhar duas vezes por semana. “Cuido do Twitter da ONG e atualizo o site, além de promover promoções pela internet e eventos para atrair o público para os trabalhos da Noolhar”.
O técnico acredita que quem não realiza um trabalho voluntário perde a oportunidade de crescer profissionalmente. “O trabalho voluntário traz um conhecimento maior da sua área de atuação”, acredita.
Para Anderson Rodrigo Santos Cunha, estudante do 6° período de Ciências Contábeis da Universidade da Amazônia (Unama), outro voluntário da Noolhar, o terceiro setor é “fascinante”. “Nos dá opções de aprendizado bem diferentes das empresas comerciais, industriais ou de serviços, pois inclui o voluntário como mão de obra essencial para a realização das atividades. “Tenho estudado e sei que é muito importante o que tenho aprendido, irá contribuir muito na minha vida profissional”, relatou.
Notícia retirada do site Amazônia Jornal.
















